quarta-feira, 30 de novembro de 2016

#ForçaChape - Nunca foi e nunca será "apenas um jogo".

Não há dúvidas que o que aconteceu na Colômbia na madrugada do dia 29 de novembro foi uma enorme tragédia, de proporções mundiais. Repentinamente, 71 vidas se foram num acidente aéreo, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e tripulantes. A dor da perda é enorme para todos que se sensibilizam com acontecimentos assim. 

Porém, todos aqueles que assim como eu amam o futebol, sentem mais do uma tragédia. Sentem a dor de um clube que em pouco tempo conseguiu a admiração de boa parte dos brasileiros, a dor de uma cidade apaixonada por um clube. Posso estar sendo severo demais com as palavras, mas a perda é como se fosse um parente próximo, alguém que você acompanha dia após dia. Além disso, a Chapecoense pode ser descrita como aquele brasileiro que, como muitos outros não tem muitas condições financeiras e rala muito, dia após dia, para conseguir alcançar seus desejos. Sempre colocando suas contas em dia, mesmo que não sobre muita coisa no fim do mês, tomando pancada e levantando em seguida, mas aos poucos vai subindo degrau por degrau. Subindo um pouco por dia e se orgulhando dos seus feitos e ganhando admiradores pelos seus gestos por onde passa.

Numa época em que temos tanto ódio no coração, que sempre estamos envolvidos em uma disputa ou temos que tomar partido por algum lado, (petralhas x coxinhas, "salvar o policial" x "salvar o traficante" e afins), atitudes de clubes pelo mundo todo como as vistas ao longo do dia são confortantes. Precisamos entender que antes de sermos rivais, somos todos irmãos. Antes de existir torcedor/jogador do time A e torcedor/jogador do time B, temos dois seres humanos. Ver o ato de união da grande maioria dos clubes brasileiros, que não só trocaram seus símbolos nas redes sociais pelo símbolo da Chapecoense - inclusive seus rivais catarinenses Avaí e Figueirense -, mas também ofereceram jogadores por empréstimo gratuito e a garantia de que o time ficará isento de um descenso nos próximos três Brasileirões é algo fantástico. Não só clubes brasileiros, mas também a solidariedade de clubes estrangeiros, como o Atlético Nacional/COL - time o qual seria o adversário no jogo desta quarta-feira e que pediu para a CONMEBOL dar o título da competição para a Chapecoense -, Libertad/PAR - que colocou todo seu time à disposição para atuar por qualquer  jogo que homenageie os mortos no acidente - e outros clubes pelo mundo, que prestaram suas condolências.



Ontem foi um dia negro na história mundial, e em especial na história do esporte. Dia de sites e páginas do Facebook com conteúdo de humor, independente do seu foco, demonstrarem respeito e não fazerem publicações durante o dia. 
Ontem foi um dia impossível de conter a emoção e o choro, durante vários momentos:
- Ao ver Galvão Bueno, que independente da sua opinião sobre a qualidade dele ou não como narrador esportivo é um dos maiores do país e fã de esportes, estar com a voz totalmente embargada hoje de manhã e dizer que não tem vontade de narrar mais nenhum jogo de futebol esse ano.
- Ao ver Alexandre Oliveira da ESPN Brasil, um cara conhecido pela sua alegria e irreverência, chorando pelo acontecido e dizendo que muitas vezes deixamos passar oportunidades e esquecemos de dizer o quanto amamos as pessoas que queremos ao nosso redor.
- Ao ver Silvio Luiz, um dos ícones da narração brasileira, às lágrimas e sem conseguir falar sobre o ocorrido por causa da dor da perda do amigo Mário Sérgio, ex-jogador, ex-técnico e (agora) ex-comentarista do Fox Sports.
- Ao ver que o Corinthians esqueceu da rivalidade caseira com o Palmeiras e tingiu seu site oficial e seu escudo de verde, dizendo que num dia como hoje "não há cores". 
- Ao ver o Desimpedidos - conhecidos pelo seu humor relacionado ao futebol - demostrarem profunda tristeza e lágrimas na já habitual Live das terças-feiras.

Toda essa comoção mostra que o futebol não é "apenas um esporte", como alguns podem afirmar. Nunca foi e nunca será "apenas um jogo". Futebol é uma paixão, que apesar de mostrar atos vergonhosos às vezes, também tem gestos de uma beleza gigantesca, unindo povos diferentes -inclusive aqueles vistos como rivais - por uma só causa, um só gesta, uma só dor.

Deixo aqui minhas sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas - jogadores, comissão técnica, jornalistas e tripulantes - e um pensamento positivo que o tempo irá cicatrizar a dor e o sofrimento de vocês. A cicatriz fica, mas a dor um dia é superada.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

O quão forte a vida pode bater e você continuar seguindo em frente

"Se ela estivesse estudando isso não aconteceria!"
Menina estuprada em escola de São Paulo reconhece agressores

"Se ela estivesse na igreja isso não aconteceria!"
Jovem é estuprada dentro de secretaria de igreja em Brasília

"Se ela estivesse em casa isso não aconteceria!"
Morre jovem encontrada com sinais de estupro dentro de casa na Zona Norte

"Se ela estivesse trabalhando isso não aconteceria!"
Jovem é atacada e estuprada a caminho do trabalho

"Se ela tivesse um namorado fixo isso não aconteceria!"
"Meu namorado me estuprou por um ano enquanto eu dormia"

"Se ela fosse mais família isso não aconteceria!"
Adolescente com deficiência física é estuprada pelo tio em RR

"Se ela fosse menos 'puta' isso não aconteceria!"
Menina (de 1 ano e meio) morta em igreja foi violentada

"Se ela tivesse mais cuidado isso não aconteceria!"
Jovem é estuprada em estação do Metrô de São Paulo

Eu poderia ficar aqui colocando links e mais links de notícias sobre estupro, em diversos locais, situações, parentesco dos envolvidos e outras coisas mais. Mas quanto mais eu vejo notícias assim, mais eu penso em como tem muita coisa errada no mundo, me entristecendo por isso. 

Pior que isso, é ver gente comentando coisas nada a ver, tentando dar desculpas para tal ato. "Fulana se porta indevidamente para uma mulher...", "Ciclana se veste como puta...", "Beltrana bebe muito, todo dia fica bêbada pro aí..." e afins. Você pode até achar que Fulana se porta indevidamente para uma mulher, que Ciclana se veste como puta ou que que Beltrana bebe demais; isso é uma OPINIÃO SUA, PESSOAL, ela não vai interessar para a maioria das pessoas ao seu redor, e creio que muito menos pra mulher que é alvo dela. O problema é usar isso para defender um ato desses. Nem nas cadeias isso é tolerável, visto que há vários relatos de que os estupradores são os que mais sofrem nos presídios. Ninguém merece ser violentado por andar na rua, por vestir essa ou aquela roupa, por beber mais ou menos que eu, você ou qualquer pessoa. Seja lá pelo que for, ninguém merece sofre um estupro.


Nessas horas, fico triste por ser homem, por ver que por causa de uma pequena parcela, a grande maioria de nós somos vistos como um perigo para as mulheres, como um "estuprador em potencial". Ninguém tem um "atestado de boa índole" pendurado no pescoço ou escrito na testa. Como viram em alguns links, muitas vezes o estupro vem da própria família, um antro no qual era pra prevalecer a fraternidade, compreensão e amor. Mas antes de me sentir "triste por ser homem", acho que é mais válido aqui a conscientização. Creio que minha obrigação como homem é, no mínimo, não só pedir desculpas para todas as mulheres que já passaram por essa situação e para as que vivem com medo de um dia passá-la; mas também fazer minha parte para que essa cultura do estupro acabe, informando e buscando por uma sociedade a qual prevaleça o respeito à todos, independente de raça, gênero, crença, cor ou qualquer outra coisa.

Não só pra essas mulheres, mas como todos, cito Rocky Balboa, em Rocky VI, que tenho pra mim como uma citação para que seja levada para todo sempre:


"Nem você, nem eu, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Mas isso não se trata de quão forte pode bater. Se trata de quão forte pode ser atingido e continuar seguindo em frente. Quanto você pode receber e continuar seguindo em frente. É assim que a vitória é conquistada." (BALBOA, Rocky)

É isso que espero que todas pessoas, especialmente aqueles que são mais suscetíveis a intolerâncias (mulheres, negros, homossexuais e afins). A vida vai dar muitas pancadas ainda, umas mais fortes que as outras. Isso é algo inevitável. Mas não podemos desistir a cada pancada, temos que nos levantar e seguir em frente sempre. Cada pancada deve nos tornar mais fortes, mais lutadores, mais destemidos a conquistar nossas metas e o queremos. Por isso, casos como esse do estupro e tantos outros que a mídia não noticia devem nos dar mais gana de vitória, de luta por direitos, de fazer o que é certo e de mobilizar nossos amigos e familiares para o caminho certo. Você, menina vítima do que ocorreu, talvez nem leia isso, mas saiba que estou torcendo por você, para que esse trauma um dia passe e que você possa seguir sua vida sem medo, e que essa "surra que a vida te deu" seja usada um dia para mostrar que apesar dela, você teve forças para se levantar e seguir em frente, cuidar da sua vida, ser feliz e mostrar o quão forte você foi. Força, que você é muito melhor que aqueles 30 e tantos outros que estão por aí! FORÇA!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

"Qual o limite do humor?"

"Qual o limite do humor?"

Creio que essa é a pergunta que 9 entre 10 humoristas já devem ter escutado em algum momento da sua carreira. Muito já se debateu sobre isso, principalmente em pautas sobre o preconceito. De fato, podemos dizer que os tempos mudaram um pouco. Antigamente, n'Os Trapalhões, não era raro fazer piadas sobre Mussum ser negro e "cachaceiro", Dedé transparecer um jeito um pouco afeminado, Didi ser nordestino e/ou Zacarias ter um jeito um pouco ingênuo e até infantil. Todos riam do grupo, e fez o sucesso que fez, por 25 anos, cativando jovens, e futuramente, seus filhos. 

Hoje em dia, ao invés de dizer que o "limite do humor está diminuindo", acho mais justo falar que o respeito às diferenças aumentou. Movimentos contra o preconceito por gênero, classe, cor, opção sexual, política, religiosa e afins vem ganhando força cada vez mais, e com todo o direito. Em pleno 2015, ver casos de desrespeito às diferenças é algo um pouco absurdo. É como se não estivéssemos evoluindo, é como se estivéssemos nos agarrando a conceitos arcaicos de épocas outroras, que não deveriam se aplicar nos tempos evoluídos (evoluídos?) de hoje. 

Sei que muito já se foi debatido sobre preconceito, inclusive aqui, aqui e aqui, mas não custa ressaltar. Continuo com a ideia de que alguns casos de preconceito deve ser tratado com desprezo, com desdém; pois alguns preconceituosos parecem querer mais notoriedade do que outra coisa. Mas em outros casos, acho que se deve lutar mesmo, brigar, se impor, se mostrar realmente descontente com a situação e tentar impor seu ponto de vista. 

O último caso ocorrido, o qual eu queria comentar aqui, me tocou mais do que qualquer outro, foi mais "pessoal". Quem me conhece, sabe que me considero um nerd/geek/gamer/otaku/qualquer-nomenclatura-não-denegritória que represente a chamada "sociedade de consumo pop". Filmes, séries, animes, games, tecnologia... sempre tento me informar o máximo possível sobre tais assuntos, sendo até procurado por alguns amigos quando querem perguntar algo ou tirar alguma dúvida sobre um desses temas. E esse fim de semana, ocorreu o maior evento dedicado à esse público da América Latina, a Comic-Con Experience, em São Paulo, de 3 a 6 de dezembro. Trazendo grandes nomes da cultura pop, como Frank Miller (uma das lendas dos quadrinhos, desenhista d'O Cavaleiro das Trevas e de Sin City), Evangeline Lilly (Kate de Lost e a futura Vespa da Marvel), John Rhys-Davies (Gimli, da trilogia d'O Senhor dos Anéis), Misha Collins (Supernatural) entre outras celebridades. Além disso, produtoras de renome internacional como a Fox, Warner, Disney e Netflix trazendo conteúdos exclusivos e várias celebridades e webcelebridades nacionais (Jovem Nerd, Castro Brothers, MRG, Irmãos Piológo entre outros). Tudo muito maravilhoso, com conteúdos exclusivos para o evento, muitos cosplayers de qualidade, segurança e um público que atendia e aceitava todos os pedidos da produção...

Até que chegou a cobertura do Pânico na Band. 

É de comum conhecimento que o Pânico sempre costuma cobrir eventos assim "da sua forma", com bastante sarcasmo, um humor mais "ácido", que tira bastante sarro dos entrevistados. Cabe a cada um levar na brincadeira ou não o que ouve do pessoal do programa, que já teve vários casos conhecidos de gente que REALMENTE não gostou de alguma brincadeira feita pelo programa e/ou simplesmente não gosta do estilo. Mas, dessa vez, o que ocorreu meio que "passou dos limites", principalmente dentro da comunidade nerd. A matéria foi ao ar no domingo passado, último dia da CCXP. Como vocês já devem ter visto - se não viram, é só verem aqui - é algo para se lamentar:


Primeiro de tudo, podemos comentar sobre a falta de conhecimento sobre o assunto. A matéria começa com Não estou dizendo que precisam ser expert no assunto, mas uma rápida Googleada em "Batman" para saber que Frank Miller NÃO foi o criador do herói, e sim o desenhista de uma das mais icônicas histórias do homem-morcego, "The Dark Knight Returns". Batman é de 1939, 18 anos antes do nascimento de Frank Miller. Não é questão de confusão, e sim de Matemática mesmo.

Mas isso é o mais "aceitável" da parte da matéria de dentro da Comic-Con. O velho esteriótipo de que o nerd é o cara inteligente, tímido, de gosto duvidoso para moda e impopular da escola foi usado. Para piorar, os cosplayers foram os principais alvos da dupla. Disseram pra mãe e filha que "a pia tava cheia de louça pra lavar" enquanto elas estavam no evento, chamaram de "trouxa" um cosplayer só por estar lá caracterizado, fizeram piada com um cadeirante que luta contra um câncer - sim, UM CADEIRANTE QUE LUTA CONTRA UM CÂNCER - e chegaram a lamber o braço de uma menina que fazia cosplayer da Estelar. 


Venho aqui depois de um dia ultra cansativo na CCXP, INFELIZMENTE fazendo uma postagem de extremo desgosto. Mas não é...
Posted by Myo Tsubasa on Sábado, 5 de dezembro de 2015

Vale lembrar que a versão da matéria que foi para o perfil oficial do Pânico no Youtube primeiramente teve a cena da lambida CORTADA, e agora o vídeo nem aparece mais na sessão.

O problema não é só o desrespeito à pessoa, e sim o desrespeito também ao TRABALHO desses cosplayers. Conheço alguns cosplayers e sei que isso é uma verdadeira arte, que muitas vezes é bastante onerosa. Trajes, perucas, maquiagem e outros acessórios com custeados muitas vezes do próprio bolso, e com valores altos, sem falar no sofrimento de ficar ali maquiado/fantasiado por várias horas, passando calor, fome e desconforto. É muito legal quando você vai em algum evento e vê um cosplayer do seu personagem favorito de filme/anime/série/game/o-que-for e vai lá tirar uma foto com ele, mas é difícil imaginar o quão duro ele deu e está dando para estar ali, acessível - talvez até mesmo sem querer estar - para que você possa tirar uma foto e publicar no seu Instagram. Eu mesmo já fiz isso (a parte de tirar foto, não a de desrespeitar)!

Uma foto publicada por Fernando Montanaro (@montanaroo) em

Além do mais, independente de todo o trabalho, é necessário respeitar a VONTADE de ser cosplayer. Ninguém está lá obrigado, todos - creio eu - fazem por GOSTAR daquilo. Se o menino quer usar uma armadura de 10 kg ou a menina quer usar uma saia e um top e se pintar de laranja, são problemas deles. Não cabe nem a mim, nem a você e nem a qualquer programa de televisão julgar se aquilo é certo ou errado, se é adequado ou não.

Com isso, venho aqui parabenizar a produção da CCXP, especialmente ao Grupo Omelete - um dos organizadores do evento e um dos maiores sites de cultura pop/nerd do Brasil - pela nota soltada na segunda-feira:


CCXP 2015 | Nota de repúdio ao programa Pânico na BandNa CCXP - Comic Con Experience, todas as pessoas são bem-vindas...
Posted by Omelete on Segunda, 7 de dezembro de 2015

Não só a postura do Omelete merece elogios, mas a como de outros "participantes" desse meio, como Marcos Castro e Afonso Solano e mais outros, que nas suas redes sociais repudiaram o comportamento do programa, além das manifestações em sites especializados, como esse aqui.



Infelizmente, quando você espera que o programa se retrate de alguma forma, depois de um dia de enxurrada de críticas e má publicidade em N sites, eles soltam essa:


Lamentável foi essa atitude, Pânico na Band. Lamentável.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Não reduza a maioridade, aumente a educação.

Ultimamente, o que tem tomado conta das discussões em grupos de Whatsapp, bares, academias e principalmente redes sociais é a proposta de Redução da Maioridade Penal, atualmente em 18 anos, para 16 anos. Muita gente contra, muita gente a favor... E como tenho meu blog e gosto de dar pitaco numa coisa ou outra, aqui vai a MINHA OPINIÃO. 

Antes de tudo, reitero que é a MINHA OPINIÃO, então você amiguinho que está lendo esse texto, você tem o direito de discordar dela ou não. Mas lembre-se... tem o direito de DISCORDAR, e não de DESRESPEITAR. Infelizmente, muita gente hoje em dia confunde as duas coisas, talvez achando que uma dá direito à outra, e a intolerância rola solta por aí, com força. O que não está do seu acordo e/ou é diferente do seu gosto não te dá o direito de falar mal. Por isso que tem tanta briga entre torcidas, briga entre partidários e outros exemplos de formas de proliferação do ódio por aí.

Mas vamos voltar ao foco. Muita gente a favor da redução da maioridade defende que "se um jovem de 16 anos pode votar, também poderia ser preso." Bem, são duas coisas diferentes. Ao votar, você TEORICAMENTE está querendo e projetando um futuro melhor para seu país, esperando que seu candidato faça o que de fato prometeu, caso ele seja eleito. Já debati com algumas pessoas que não acho que votar nulo seja a melhor das opções; creio que seja mais uma forma de "escapar da responsabilidade" do que se dar a cara à tapa para os resultados. Não acho que você possa cobrar algo de alguém caso você não tenha dado algum crédito à essa pessoa.

Mas prender um jovem 16 anos talvez não seja a melhor das opções. Vejam que estou dizendo TALVEZ NÃO SEJA. Não sou o dono da verdade, e pode ser que isso erradique em 100% os crimes no Brasil. Mas, na minha humilde visão, não é algo interessante de se propor. De alguma forma, estão aumentando a quantidade de gente que pode ser presa e colocada num local que já é superlotado por natureza, praticamente. Os presídios brasileiros trabalham muito acima da sua capacidade de detentos, o que gera revolta lá dentro e uma maior insegurança para quem trabalha lá. E salvo algumas exceções, pois nada nessa vida é livre de exceções, os presos não saem da cadeia melhores do que quando entraram. Muitos saem até piores, revoltados com a vida, o sistema e tudo mais. Daí a ideia de colocar um jovem de 16 anos lá dentro, no meio de criminosos de alta periculosidade, para que com 22, 23 ele saia de lá possivelmente pior do que entrou é uma coisa meio assustadora. 

"Ah, Monta... mas o que não falta é moleque por aí matando, roubando, estuprando e não sei o que mais!" Sim, claro que tem! É fato, só um cego não vê isso. Mas, no meu ver, reduzir a maioridade penal achando que essa onda de violência vai acabar ou diminuir é tipo querer tirar uma árvore do lugar, mas só cortar os galhos lá de cima, ao invés de arrancá-la pela raiz. (Gente, não derrubem árvores... foi só uma comparação que fiz! Repito: NÃO DERRUBEM ÁRVORES!) A solução pra isso é investir em educação. Daí entra outro problema: o sistema educacional. Atualmente, os alunos sentem-se repelidos pela escola, e buscam afastar-se dela. Professores maçantes, escolas estrutura e em alguns casos até falta de apoio da família... tudo isso faz com que o mundo fora de uma sala de aula seja mais atrativo do que dentro dela. O dever de uma instituição de ensino não é o de afastar seus alunos, mas sim de atraí-los, educá-los e mostrar como a educação pode modificar e influenciar para melhor não só o mundo em que vive, mas seus hábitos e tudo o que lhe acontece ao redor. 

Novamente, digo que não sou o dono da verdade. É capaz que, mesmo um adolescente recebendo uma educação adequada e que seja do seu agrado, ele pode entrar para o mundo da marginalidade? Claro que pode; o livre arbítrio tá aí pra isso. Mas as chances disso acontecer são menores do que a forma que vivemos hoje em dia, creio eu. Com estudo, a criança e o adolescente podem pensar mais no futuro, pensar mais na sociedade como um todo e em suas ações e efeitos. Viram "mentes pensantes", que podem contestar com argumentos ao invés de armas o que não lhe convém. Educação é a base de tudo, basta tratá-la bem e querer que ela seja essa base.

Mas, como a votação já rolou e deu no que deu, vamos ver o desenrolar da trama nos próximos capítulos. Oremos...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O que eu achei de: JURASSIC WORLD

Faz mais de 6 meses que não venho aqui, mas tive que vir pra comentar empolgadíssimo do filme que vi sábado.



Meu conceito é:

Primeiro de tudo, esse filme não é um remake nem um reboot. A melhor definição que posso achar pra esse filme é "homenagem". Uma bela homenagem ao filme de 1993, que com certeza ainda continua no imaginário de muita gente. Foi talvez a primeira vez que o cinema tenha visto algo com tanta qualidade de imagem. Misturando cenas 3D com animatronics, muita gente se impressionou e se apavorou com dinossauros com tamanho realismo que só víamos nos livros e revistas. Chega daquele stopmotion de décadas passadas... a coisa na época tinha dado um salto gigantesco em relação à tecnologia e entretenimento.

PROMETO NÃO DAR SPOILERS DO FILME!!
Esse novo filme mostra o Parque dos Dinossauros, idealizado por John Hammond, agora inaugurado. Passeios em pequenos Tricerátopos, andar de carro ao lado de Galimimos, visitar um "parque aquático" e poder ver um Mosassauro alimentando-se de um tubarão, entre outras atrações. A treta começa por causa de um dinossauro híbrido, criado e modificado geneticamente. Ele, por ser inteligente, consegue escapar do seu padoque e começa a "aprontar altas confusões que até Deus duvida" (imagino esse filme passando na Sessão da Tarde e o narrador apresentando-o assim). Daí, entra o papel de Owen Grady (vivido pelo novo queridinho de Hollywood Chris Pratt), uma espécie de "tratador" dos dinos, e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), a chefe de operações do parque. Além de tentarem capturar o dino híbrido - chamado de Indominus Rex -, eles precisam resgatar os sobrinhos de Claire, Zach (Nick Robinson) e Gray (Ty Simpkins), que se perderam pelo parque.

Como eu falei, o filme faz diversas homenagens ao original, de 1993. Várias cenas inspiradas, cenários, objetos... quem viu o primeiro Jurassic Park e adorou vai sentir-se nostalgiado com o tanto de links entre os dois filmes. Poderia até citar quais são, mas prometi não soltar spoilers aqui. A única coisa que sugiro é que VÃO ASSISTIR ESSE FILME. A história é boa, linear, sem muita enrolação e as atuações são muito boas. Sem contar que o final é APOTEÓTICO!!

"Aquela hora que aparece o Thor batendo num Pterodáctilo..."

Não sei se é pela empolgação aparente que estou com esse filme, mas confesso que acho que ele até ultrapassa Vingadores: A Era de Ultron como o melhor filme que vi esse ano - tudo bem que não vi Mad Max, mas whatever... Inclusive, Jurassic World bateu a bilheteria de estréia de Vingadores e ganhou até uma homenagem de Kevin Feige, o produtor cinematográfico da Marvel Studios e a mente pensante por trás de toda cronologia dos filmes da MCU (Marvel Cinematic Universe, ou o Universo Cinematográfico da Marvel). Pra ganharem do filme que muitos diziam ser o mais esperado de 2015, é porque o filme é realmente bom. Muito mesmo!

"Não é só você que pode ter uma montaria
como o Groot, Rocket!!" (QUILL, Peter)

Enfim, suba no seu Velociraptor criado em cativeiro e corra pro cinema mais próximo! Valeu!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"Boa noite, vizinhança".

Essa semana eu tava bolando um post novo pro blog, pois faz um bom tempo que não coloco nada aqui. Seria sobre os novos seriados que tou assistindo, dando minha opinião sobre eles e tal. Li algumas críticas que vem sendo feitas a alguns deles e iria criar um post sobre eles. Mas hoje, especialmente hoje, o momento pede outro foco.

O dia já começou com todos sabendo que não seria um dia típico como outros. Afinal, hoje é a Black Friday, onde sites e lojas fazem promoções de seus produtos, dando até 70% de desconto neles. Algumas promoções são meio fajutas, é claro; mas nada que um pouco de pesquisa não ajude. Enfim, o dia de hoje só tendia a trazer alegrias... mas apenas tendeu. Como todos já devem saber, Roberto Gómez Bolaños, 85 anos, o criador dos personagens Chaves, Chapolim, Chesperito, Dr. Chapatin entre outros, faleceu hoje no México, de uma parada cardíaca. 



É impressionante como Chaves foi - e ainda é - um mito mundial. Canais de comunicações de vários países da América Latina informam com um imenso pesar o falecimento. E no Brasil, a coisa não foi diferente. Portais importantes e de renome nacional, como o Uol, Folha de São Paulo, Estadão e até o G1, da toda poderosa Rede Globo deram um grande destaque ao ocorrido, inclusive com o perfil do Facebook da emissora carioca compartilhando um post da SBT, emissora rival e "casa" do Chaves no Brasil, prestando homenagem à Bolaños, mostrando uma postura humilde e merecedora de aplausos. Além de canais de jornalismo, outros grupos de diferentes ramos, como o Esporte Interativo, Revista Superinteressante, Omelete, Jovem Nerd, Ligados em Série e vários mais anunciaram tristemente o ocorrido. Muitas - e muitas MESMO - celebridades, em mensagens no Twitter, Instagram e/ou Facebook, também prestaram sua homenagem. É impressionante como perfis de diferentes "modalidades" - humorísticas, informativas, esportivas ou pessoais - comentam a morte do eterno Chesperito, e até os que são voltados para o humor respeitam a vida e a carreira dele e se negam a fazer alguma piada.

Podem dizer que eu estou querendo aproveitar o ocorrido e tentar "alguma fama", falando de um assunto em voga do momento. Não quero fama. Não faço esse post querendo ganhar algo. Faço esse post como um eterno fã, que quer demonstrar de alguma forma sua idolatria pelo seriado. Não vou dizer que estou triste como se tivesse perdido algum parente próximo, mas realmente fiquei triste. Confesso que chorei, meio que atônito, ainda como se não tivesse caído a ficha. Infelizmente, depois de tantas vezes tentarem "matar" Roberto Gómez Bolaños, essa realmente foi verdade.

Quem me conhece sabe o quanto sou fã de Chaves. Tenho camisas de Chaves, Chapolim e Seu Madruga, pelúcias de Chaves e Chapolim,  além do jogo "Chaves Kart" pro XBOX. Sem contar que vivo repetindo bordões famosos em algumas oportunidades. Sempre que posso assisto algum episódio, mesmo sabendo de cor e salteado todas as falas e ações. Um cara que, com um humor simples, sem apelar nas piadas, conseguiu divertir gente de todas as nacionalidades, idades e classes. Singelamente, conseguiu passar lições valiosas, sobre humildade, pureza, esperança, amizade e amor ao próximo, até mesmo aos seus "inimigos". Se eu pudesser mandar alguma mensagem para ele, agradeceria por todos os episódios memoráveis e por me divertir por muito tempo da minha infância/adolescência/fase adulta.


Uma das coisas que mais me emocionei sobre Chaves é esse vídeo do canal Anos Incríveis, fã declarado do seriado, visitando a casa de Roberto e mostrando que ele é como Chaves: simples, humilde e capaz de emocionar todos com um gesto muito singelo. O vídeo é um pouco longo, mas vale a pena.


Vai com Deus, Bolanõs. Parabéns pela carreira brilhante e por levar alegria a muita gente conhecida. E acho que se ele tivesse que dar uma mensagem para todos seus fãs antes da sua morte, ele não daria adeus. Daria um "Boa noite, vizinhança."





UPDATE:

Tou colocando aqui o vídeo do especial que a SBT fez, de 15 minutos, em homenagem ao mestre Bolaños. Tá realmente emocionante, de tocar fundo mesmo o coração de cada um, especialmente dos fãs.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As eleições do ódio.

Até que enfim, domingo teremos o tão aguardado segundo turno da eleição presidencial. Nesse tempo, e especialmente nesse período entre os dois turnos, muito se discutiu, debateu, fez carreata, musiquinha, vídeo etc., e enfim, escolheremos quem será o presidente do país pelos próximos 4 anos. Com certeza, essas eleições foram as eleições da informatização e rapidez da informação. No instante da notícia, várias pessoas já comentavam a respeito dela, expressando sua opinião sobre a verdade ou a inverdade do fato exposto. Passeatas, grupos de debates e afins ganharam força com o advento das redes sociais, o que por um lado é bom, pois mobiliza mais pessoas para o debate.

Por outro lado, esse período é bem oportuno para o aparecimento de "figurões", "aparícios"... gente querendo se promover. Ou pior, pregar a falta de respeito não só com o candidato adversário, mas também com aqueles que o seguem. Acabei de ver um vídeo do Cauê Moura, do Desce a Letra, no qual ele foi bem feliz em usar uma expressão: Essa foi a eleição do ódio. Comentei isso no meu post anterior e novamente falo que o que mais vejo são ataques de um lado para o outro ao invés de propostas. Debates na TV viraram algo parecido como acontecia na Roma antiga, onde gladiadores lutavam até a morte em arenas lotadas de gente sedentas por carnificina. A diferença é que agora, as armas usadas são palavras e notícias - uma fundamentadas em baboseiras, outras não -, e a luta vai até o tempo da sua resposta/réplica/tréplica acabar. Se bem que em São Paulo até que o pessoal chegou perto do que realmente eram os duelos entre gladiadores...


É muito fácil abrir a boca para acusar o candidato A ou B de corrupto. Gente que fala que "vou votar em Dilma porque Aécio é cheirador de pó" ou "vou votar em Aécio porque Dilma é uma vaca que nem sabe falar direito" só incita mais ainda esse ódio da população por um deles. Infelizmente, não sei se por causa disso ou do por causa do próprio discurso dos candidatos vistos nos programas e debates realizados, esse termina sendo o principal motivo pelo qual alguns brasileiros escolheram seus candidatos: "Voto em Fulano porque não voto em Cicrano." Não, bixo... não! Tá tudo errado, a começar pela intolerância política! Não sou obrigado a aceitar o que pessoas que pensam diferente de mim tem a dizer; mas as ouço e respeito-as. Política não deve ser encarada como "Jogos Vorazes", como uma briga ou uma discussão que, se não for controlada, pode chegar a acabar com uma amizade ou, pelo menos, mudar a visão que você tem de determinada pessoa. Devemos ser mais tolerantes, aceitar aquilo que é diferente de você com respeito. No fim das contas, tudo termina voltando à história do preconceito, que desde que o mundo é mundo é discutida.

Não vou dizer que não devemos olhar pro passado pra escolher nosso representante em Brasília, afinal - e talvez, infelizmente - a primeira impressão é a que fica. Mas alie isso ao que os candidatos prometem e analisem se é possível cumprir o que dizem. E, por favor, não diga que vai votar em Fulano porque Cicrano é corrupto. Tanto Dilma quanto Aécio são corruptos. Robinson e Henrique também. Até você que está lendo esse post e eu que estou escrevendo somos corruptos. A corrupção não é só aquela que existe na política; ela é mais que isso. É você furar uma fila, não devolver o troco que veio a mais ou não avisar que está faltando algo na sua conta, estacionar em local proibido ou que é próprio para outras pessoas com a desculpa de que "é rapidinho, venho já"... enfim, é você que tira proveito de alguma coisa em detrimento a outra pessoa/coisa. A corrupção é algo intrínseca do ser humano: ele foi, ele é ou ele ainda será corrupto um dia. 

Enfim... espero que tudo ocorra bem, que amizades não se acabem por causa de política e que a partir de terça-feira falemos bem menos sobre isso. E, seu candidato ganhando ou perdendo, o que importa é que pelos próximos 4 anos teremos que aguentá-lo, quer você queira ou não. Por isso, ao invés de desacreditar no país, continue torcendo e agindo para que ele prossiga se desenvolvendo. Depois de domingo, poderemos voltar à debater questões mais importantes que envolvem escolhas e preferências, do tipo XBOX x Playstation, Marvel x DC ou Fifa x PES.

(À propósito, fico com os três primeiros de cada embate...)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Outubro Rosa e o Poder do Esporte.

Ultimamente, o que mais tenho acompanhado em grupos de Whatsapp, facebook e encontros pessoais é discussão sobre política. Não digo no sentido de "debate", de conversa decente; e sim no sentido de brigas mesmo, de gente deturpando fatos, radicalizando, expressando sua opinião sem estar fundamentado em algo, xingando uma pessoa que, num outro contexto, não mereceria ser xingada assim... enfim. Gente que trata campanha eleitoral como uma briga quase que sendo levada para o pessoal, uma guerra.

Não gosto de discutir política, e se quiserem me chamar de "apolítico" ou "sem opinião", podem chamar mesmo; liguei o "foda-se" pra isso e pronto. Tenho meus ideais políticos, respeito quem não compartilha dos meus ideais (afinal, se o mundo todo fosse igual não teria a menor graça), escolhi (no meu ver, é claro) com consciência meus candidatos e já vi algumas propostas dos que ainda disputam os cargos eletivos, e acho que Google, internet e tudo mais tá aí pra que todo mundo possa pesquisar e fazer a sua escolha; só precisam SABER ONDE PESQUISAR: tem muito canto aí que inventa notícia falsa só pra denegrir a imagem de A ou B. Mas, independentemente da sua decisão para o segundo turno, dia 26/10, escolha com consciência, baseado em propostas do seu candidato. 


Entre outras coisas que podemos nos ocupar com Outubro e esquecer um pouco essa guerra, temos o Outubro Rosa. Durante todo o mês, é feita uma campanha maior de conscientização da prevenção contra o câncer de mama. Propagandas em TV, jornais, redes sociais e etc. aparecem aos montes. Até no âmbito esportivo há essa campanha. A NFL - National League Football, liga de futebol americano dos Estados Unidos - dedica apoio à campanha durante o mês de outubro, mostrando o símbolo da campanha - um laço rosa, que acho que todo mundo já deve ter visto - nas suas transmissões. Além disso, as equipes usam - o uso era obrigatório até a temporada passada, nessa é facultativo - alguma peça rosa em seus uniformes. 

Quem me conhece sabe que tenho uma história com câncer na família. Ele levou meu pai, meu tio e já afetou outros parentes meus. Sempre quando vejo uma história de superação ou de luta contra essa doença, me emociono. Uma dessas foi ontem, durante o jogo entre New England Patriots X Cincinnati Bengals, pela NFL. Devon Still, jogador dos Bengals, viu o time rival daquela noite homenagear sua filha que luta contra um câncer, colocando para tocar no estádio uma música que foi feita para ela, enquanto as cheerleaders  dos Patriots usavam a camisa com o número de Devon. 

(Juro que procurei o vídeo com o momento da homenagem e não achei. O máximo que
consegui foi um áudio que parecia ser do Google Translate com fotos rolando durante ele,
que não consegui inserir na postagem, mas deixo o link para o vídeo aqui.)

Mas não é só no futebol americano que homenagens assim ocorrem. Em outros esportes, vemos gestos de equipes que nos fazem acreditar que esporte não é só racismo, como já comentei anteriormente. Em julho, Xander Bailey , adolescente de 18 anos que teve o sonho de se tornar jogador de futebol interrompido pela sua luta contra uma fibrose cística, doença que hereditária que costuma causar debilitações progressivas e a levar à morte prematura, entrou em campo pelo Seattle Sounders, time de futebol - esse, o com os pés mesmo, o soccer deles - de lá, num amistoso contra o inglês Tottenham. Mas não só entrou em campo: ele participou da concentração, teve uniforme perfilado com os dos outros atletas do time no vestiário - com direito a plaquinha com seu nome e tudo -, aqueceu com o time antes da partida e teve seu nome cantado e exaltado por todos os 55 mil torcedores que lá estavam. É de arrepiar.


Outro que passou por uma experiência parecida, mas talvez nem imagine o tamanho de sua emoção, foi o pequeno JP Gibson, de apenas 5 anos de idade. Lutando contra o câncer, JP assinou um contrato de 1 dia com o Utah Jazz, clube de basquete da NBA. Logo depois, entrou em quadra pela equipe numa partida de pré-temporada, "driblou" meio time adversário e ainda conseguiu fazer uma enterrada - com alguma ajuda, mas quem se importa? -, para depois ser aplaudido por todo o público que ali estava.

(Achei um vídeo com qualidade um pouco melhor, mas não consegui inserir
ele na postagem. Logo, tou colocando ele aqui)

O pequeno Gibson talvez não tenha a noção de o quanto isso é gratificante. Mas saber que sua luta contra uma doença grave é um fato de importância para os outros é algo que nos deixa felizes e pensando que num mundo onde vemos tantas brigas e sofrimento, ainda há espaço para colocar um sorriso e/ou uma lágrima de emoção no rosto das pessoas. São coisas como essa que me fazem ver como o esporte pode ser algo fantástico e sensacional.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O que eu achei de: CAVALEIROS DO ZODÍACO: A LENDA DO SANTUÁRIO

Sei que faz tempo que não venho aqui. Mas eu, como grande fã de toda saga CDZ, tive que comentar o que achei dele. Sim, eu já o vi!! Hahaha!



Meu conceito é:

Desde que "Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário" foi anunciado, ouvi entre fãs do anime muitas divergências sobre esse filme. De um lado, gente achando o design das armaduras muito bom e ansioso para ver Seiya e cia. em uma animação 3D; enquanto do outro, gente reclamando que não dá para pegar os 32 episódios da saga das Doze Casas e resumir bem em 93 minutos de filme. Enfim, dentre essa "disputa" de opiniões, vou dar minha opinião sobre o filme. E juro que não vou spoilar!!

"Mas o filme só não estréia dia 11/09?" Sim, meus amigos. A estréia nacional dele será amanhã, quinta-feira. Mas graças a uma parceria entre a Diamond Films Brasil, o Cinemark e o pessoal do SAGA Entretenimento, participei de uma promoção via facebook e fui um dos 88 escolhidos para assistir uma première do filme ontem, terça-feira (09/09), no Cinemark Natal. Inclusive com direito à pipoca e refrigerante de graça e um pocket show da banda Saigo Ni, com algumas músicas que marcaram época do anime, antes da exibição do longa.


Claro que eu estava devidamente trajado para a ocasião.
(Montanaro veste: Chico Rei)
Mas enfim, vamos ao filme! Os primeiros minutos do filme são simplesmente ESPETACULARES. O visual, as tomadas de cena, a ação contida neles... É realmente pra ficar boquiaberto, espantado com o quanto é muito boa aquela primeira meia hora. As batalhas, em sua maioria, são muito bem coreografadas, dá pra ver desde a primeira luta que os cavaleiros de ouro tem um poder muito maior do que os de bronze. Além disso, alguns golpes estão muito bem feitos, pra você gritar de êxtase quando estes são aplicados.

A dublagem - sim, a sessão foi dublada - está impecável. Como era de conhecimento de todos que acompanharam cada notícia revelada sobre o filme, o elenco da dublagem brasileira foi o original que conhecemos (Hermes Barolli como Seiya, Élcio Sodré como Shiryu, Francisco Bretas como Hyoga e cia.), tanto para os bronze boys como para os cavaleiros de ouro. Vale ressaltar que muito se esperava sobre a voz de Camus de Aquário, cujo dublador "clássico" faleceu no final do ano passado. Pois bem, ela está quase idêntica. Parabéns à Fábio Lucindo, escolhido para substituir Valter Santos, pelo ótimo trabalho.

A história foi um pouco alterada em relação à original, mas nada que me fizesse dar um ponto negativo para o filme por causa disso. Também ocorreram mudanças nas batalhas em si, alterando os participantes de algumas - coisa que já havia sido divulgada a um tempinho já -, mas também não me afetou negativamente. Outro elogio que posso fazer é sobre o humor contido no filme, algo não muito visto no anime. Piadas colocadas em momentos certos, não sendo introduzidas ali forçadamente, e algumas intrínsecas, que só quem acompanhou o desenho irá entender.

Entretanto, vamos aos pontos negativos do longa; que no fim das contas, derivam apenas de um motivo: o fato da história ser contada bem rapidamente. Acho que qualquer pessoa em sã consciência esperaria alguns cortes desse filme em relação à saga clássica. De fato, a apresentação da história como um todo é bem rápida. Não daria para desenvolver bem cada personagem ali, o que de fato não ocorreu. Todos da sala de fato já conheciam as personalidades de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun, Ikki e Saori, então não se deram muito ao trabalho de desenvolvê-los, o que pode ser estranho para um espectador que nunca viu CDZ na vida.

Mas os pontos fracos mais notórios são mesmo quando eles começam a subida pelas 12 casas. Mesmo você abrindo a mente para ver esse filme, dá um pouco de raiva em alguns momentos pela rapidez como as coisas fluem. Tem momentos que você fica achando que faltou "um pouco mais", e confesso que faz um pouco de falta aquele "discurso dramático" meio que clássico no desfecho de cada luta e uma boa trilha sonora, o que era uma marca registrada do anime. Já outras coisas estão ali meramente por estar, podiam até serem retiradas que não fariam falta. Algumas até um tanto espalhafatosas e vergonhosas, dignas de um musical da Disney, e não de Cavaleiros do Zodíaco.

Enfim... Basicamente esses foram os motivos que me impediram de dar cinco estrelas para o filme. Mas ao me perguntarem se eu recomendo verem o filme, minha resposta é SIM. Você, que assim como eu cresceu acompanhando o anime pelos 20 anos de exibição aqui no Brasil, imitando os golpes, dizendo-os em alto e bom som e brincando com seus amigos na rua ou na escola, vá ao cinema. Mas vá ao cinema de mente aberta, pronto pra receber algumas mudanças de roteiro. E divirta-se. Se puder, leve alguém que nunca teve contato com Cavaleiros do Zodíaco (seu filho, por exemplo) para assistir contigo. Mas antes, de preferência, faça um breve resumo da obra, especialmente sobre cada cavaleiro e suas características. Acho que quem não conhece irá gostar, e quem já conhece - caso se livre de todos os preconceitos - irá gostar mais ainda, só pela nostalgia que dá.

~~~~~ UPDATE ~~~~~

Tou colocando AQUI o vídeo feito pelo Saga Entretenimento sobre a pré-estréia do filme terça-feira! Detalhe pra minha aparição, a qual a câmera até sai da velocidade acelerada e vai pra normal só pra me filmar! ehauheauheauhaeueah!
Enfim, a estréia é hoje... então vão ao cinema e aproveitem!

"Que nossos cosmos de todos se eleve ao MÁXIMO!"

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dunga? Éééééé... Vamos esperar pra ver.

Passada mais de uma semana do fim da Copa do Mundo, o Brasil que fala futebol só se debate praticamente uma coisa: o que se deve fazer para nosso futebol ser considerado um dos melhores do mundo. Para isso, muito se foi debatido em programas esportivos, conferências, rodas de amigos e mesas de bar. Técnico nacional, estrangeiro ou extraterrestre, o importante é que se trabalhe não só a seleção principal, mas também as de base, assim como os clubes, que são os grandes celeiros de craques do futuro.

Para isso, até a comissão que era dita "permanente" da seleção, como o médico José Runco e o diretor de comunicação Rodrigo Paiva, estes os quais estavam a mais ou menos 15 anos na CBF, foram colocados para fora. Gilmar Rinaldi, ex-goleiro do Flamengo, São Paulo e seleção, foi colocado como coordenador-geral de seleções. Um nome pra lá de questionado, visto que a única experiência como dirigente de futebol foi uma fracassada passagem pelo Flamengo, o qual criou briga com Romário, estrela do time na época, a qual alastra um rancor até hoje do baixinho. Um nome que foi citado e seria uma boa para tal cargo é o de Leonardo, que foi dirigente na Itália e na França, conhece futebol europeu e poderia ser de mais utilidade ao esquete brasileiro.

E agora, o nome para comandar o Brasil nos próximos anos, o novo técnico da seleção é... Dunga


É... não é lá o nome que esperávamos. 

Não creio que Dunga é o nome certo pra tão sonhada e falada "renovação". Nesses 4 anos entre uma passagem e outra pelo comando do Brasil, não sei se ele estudou sobre ser técnico, sobre treinamentos, táticas, estilos de jogo, jogadas ensaiadas e outros requisitos básicos para ser técnico de futebol. Contra ele, ainda também temos o fato de sua teimosia, de ter seu "grupo fechado" entre a Copa das Confederações de 2009 e a Copa do Mundo de 2010. Com isso, deixou de fora nomes que despontavam no cenário nacional, como PH Ganso e Neymar, que eram quase que unanimidade na boca dos brasileiros para a Copa daquele ano, para levar jogadores como Grafite, Josué e Kléberson, que pouco contribuíram para a seleção naquele ano. 

Mas se pararmos para pensar bem, seu trabalho não foi de todo mal. Em 2007, ganhou uma Copa América com um time que todo mundo achava mediano, e metendo na final um 3x0 em cima de uma Argentina que vinha sendo considerada o "bicho-papão" da época. Lembro que vi esse jogo com alguns amigos, no antigo Chicken-In, na Prudente de Moraes. De umas 7 a 10 pessoas que lá estavam, apenas UMA tinha colocado vitória do Brasil num bolão que fizemos. 


Em 2008, ele falhou nas Olimpíadas, ok. Mas vamos parar um pouco e analisar a situação: Até chegar na semifinal, o Brasil não havia tomado gol. Nas semi, um confronto com a Argentina, a qual tinha uma geração bem melhor que a nossa. Para termos uma noção, pesquisei e vou colocar os 18 convocados do Brasil e da Argentina das Olimpíadas de 2008 e os 23 da Copa do Mundo desse ano:


Temos 9 campeões olímpicos pela albiceleste que foram pro mundial, contra apenas 5 medalhistas de bronze brasileiros. Pra piorar a comparação, essas eram as escalações de Brasil x Argentina na semifinal das Olimpíadas, e em negrito, destaquei os jogadores que foram titulares em pelo menos 3 dos 7 jogos que cada seleção fez na Copa desse ano:

ARGENTINA: Romero; Garay, Monzon, Zabaleta e Pareja; Gago, Mascherano, Di Maria e Riquelme (Sosa); Messi e Agüero.

BRASIL: Renan; Rafinha, Alex Silva, Breno e Marcelo; Lucas, Hernanes (Thiago Neves), Anderson e Diego (Jô); Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sóbis (Alexandre Pato).  

Ou seja, dos 5 brasileiros que estavam nas duas seleções, só 2 vingaram mesmo como titulares na Copa do Mundo. Já na Argentina, dos 9 hermanos, 8 foram titulares, e talvez só não teve todos titulares porque Agüero e Lavezzi são da mesma posição. Ele tem uma parcela de culpa na convocação, mas acho que não precisamos de mais fatos pra comprovar que a safra portenha de jovens jogadores era de fato melhor que a nossa.

Em 2009, obtemos a classificação para o Mundial de 2010 com estilo: metendo um 3x1 na Argentina - praticamente uma freguesa na "Era Dunga" -, em plena Rosário, num estádio estilo "caldeirão", com a torcida bem perto do gramado. Sem contar que além de afundar nossos hermanos, foi a classificação mais antecipada do país para um Mundial, com 3 rodadas de antecedência.


E não esqueçamos da Copa das Confederações, a qual o time jogou bem, inclusive metendo um sonoro 3x0 na Itália, construído ainda no primeiro tempo, e uma virada extraordinária na final contra os EUA. Mas como Copa das Confederações sempre engana a seleção campeã, ou no mínimo pode ser considerada como "pé-frio"...



Daí veio a Copa do Mundo de 2010, e todos sabem o que aconteceu. Algumas boas apresentações, principalmente diante o Chile. Mas o problema consistia no banco de reservas, o qual não tínhamos. Tínhamos um bom time titular, com o trio Kaká, Robinho e Luís Fabiano inspirado e entrosado desde as eliminatórias. Mas quando precisava-se de uma peça de reposição, não tinha. Se pararmos pra pensar, o jogo contra Holanda foi ruim sim, mas temos que dar méritos pra Laranja também, que tinha uma ótima geração (Sneijder, Van der Vaart., Van Bommel, Van Bronckhorst, Robben etc.).

Bem, Dunga não é lá das melhores opções. Ele não significa renovação e talvez continue o mesmo teimoso que demonstrou ser. Mas Dunga tem o estilo "linha dura", sabe levar com pulso firme uma seleção. Afinal, ele já chamou Alex Escobar de "cagão de merda" e barrou a entrada de Fátima Bernardes na concentração. Ou seja, ele tem peito pra bater com a Globo, esse grande paradoxo que cobra treinamentos do time, mas visita tanto a seleção com seus programas - Encontro, Caldeirão do Huck, Esquenta e afins - que mal o deixa treinar. E a Globo não esconde que não gosta dele. Mas quem disse que ele liga pra isso? Isso, no meu ver, é um ponto positivo do gaúcho.

O que podemos esperar é que o "novo velho" técnico consiga "blindar" a seleção como fez antes, que tenha aprendido com os erros de 2010, e consiga comandar a seleção de uma forma digna, que faça jus à toda nossa história no futebol. Não creio que Dunga seja a melhor da opção de treinador do Brasil; mas ele, com certeza, não é a pior delas. Longe disso, tem possibilidade de fazer um bom trabalho. Sucesso, Dunga.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Cicatrizes

É muito fácil cantar "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" num pré-jogo, ou no começo do jogo. É muito fácil cantar o hino todo à capela, berrando a plenos pulmões. Mas e agora, depois do Brasil tomar 7 x 1... cadê seu patriotismo? Por que ficar fazendo baderna na rua e queimando bandeira agora? Deixou de ser brasileiro por causa de uma derrota? Vai deixar de ser brasileiro agora?




Desde o começo da preparação, eu comento: a preparação do Brasil é horrível! Um dia é Luciano Huck visitando a Granja Comary. No outro, o pessoal do Esquenta. No outro, Ana Maria Braga. Toda semana tinha uma "invasão global" no CT. Todos repórteres que acompanhavam as seleções diziam que o Brasil treinava pouco se comparado a outras grandes potências do futebol, como a Alemanha. E isso é visto nos jogos. Em nenhum jogo o Brasil jogou bem, é só parar para analisar. Chegamos nas semifinais mais pela raça do que pelo conjunto técnico/tático mesmo. Chegamos numa disputa de pênaltis que o CAPITÃO DA EQUIPE não quis nem ver, muito menos apoiar os batedores escolhidos. Perdemos, por lesão, o melhor jogador do time, o qual talvez fosse nossa única jogada de ataque durante a Copa do Mundo. Insistiu-se num centroavante que não chutava, não passava, não fazia nada; estava lá como um espectador muito privilegiado. Não tínhamos tática, não tínhamos liderança, não tínhamos foco. 

A Alemanha, por sua vez, desde o começo da Copa, de acordo com Gustavo Hoffman, jornalista da ESPN Brasil e que acompanhou a seleção germânica desde antes dela chegar no Brasil para a Copa, só teve UMA folga em todo esse tempo. O foco era total no torneio, foco em ganhar. Coisa que nossa seleção, no meu ver, não teve. Ninguém parece lembrar que do outro lado tem uma seleção tri-campeã mundial, com talvez uma das melhores gerações da sua história. Uma seleção muito obediente taticamente, com a base titular toda jogando junta num mesmo time, e que sua base de um modo geral vem desde a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. 

Mas nem por isso, nem se o Brasil perdesse por 18 x 0, iria deixar de torcer. Seleção de futebol, vôlei, basquete, ping pong, peteca... Uma coisa é você ficar puto, xingar jogador A, B, C, ..., Z, o técnico e até o roupeiro; outra coisa é você esquecer todo o patriotismo que você mostrou nesse último mês por causa de um 7 x 1. É vergonhoso? É, claro. Mas como PVC, outro jornalista da ESPN Brasil, diz: "um time vencedor se faz com cicatrizes." Essa cicatriz foi feita com força, é uma cicatriz grande, feia e que vai demorar muito pra fechar. Mas um dia, fecha. Um dia, tudo isso vai ser levado mais a sério. Tudo tem seu recomeço, e a hora de recomeçar todo um projeto é agora.

domingo, 29 de junho de 2014

O que eu achei de: GAME OF THRONES

Vamos falar da que talvez seja a série mais midiática e mais falada da atualidade, acho que desde Lost.



Meu conceito é:

O QUÊ? COMASSIM, MONTA? SEU CONCEITO É QUATRO ESTRELAS SÓ? VOCÊ TÁ ENGANADO MIMIMI...

Calma gente, vou explicar. Mas antes de começar a dissertar sobre Game of Thrones, queria deixar bem claro que o post é sobre a SÉRIE DE TV. Todos que a assistem sabe que ela é baseada na coleção de livros de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo. Já tem 5 livros lançados e 2 estão para serem publicados futuramente. Mas não li nenhum dos livros e nem pretendo lê-los também. Quem me conhece sabe que não sou muito de ler - sim, sei que estou errado, mas é meu jeito. Sou mais visual do que imaginativo. E também sei que qualquer que seja a adaptação de livros para cinema e/ou TV, nunca vai ser fiel ao(s) livro(s). Até por isso também, pra não me decepcionar tanto, fico mais com a TV.

Então... A série é SIM muuuito boa. Produção, direção de arte, cenografia, figurino, o escambau. Mas acho que o fato de eu acompanhar a série até o seu momento atual - o fim da quarta temporada - se deve ao fato de eu não começar a assisti-la desde a sua estréia. Quando comecei a assistir GoT, estava no começo da quarta temporada, e já sabendo de algumas coisas que aconteceriam no decorrer da série. Mesmo assim, motivado pelo sucesso que ela faz atualmente, continuei a acompanhá-la. E sinceramente, só continuei por causa disso mesmo.

Cara... achei a primeira temporada MUITO parada. Tudo bem que geralmente, as primeiras temporadas são de apresentações dos personagens e tendem a ser mais explicativas do que com ação propriamente dita. Mas os primeiro episódios são MUITO parados, muita conversinha, e só ouvimos a história do "Winter is coming". Acho que é o inverno mais demorado já visto em outras séries. A segunda temporada segue o mesmo esquema, um marasmo, muita conversa... etc. Mas sempre há um episódio em cada temporada que te deixa boquiaberto, pensando "*%&$(@, bicho!! Foda, foda, foda!!" E sempre é o nono episódio: Baelor na primeira temporada, Blackwater na segunda, The Rains of Castamere na terceira e The Watchers on the Wall nessa última. Todos eles foram episódios com ação constante, que deixaram uma expectativa enorme para o décimo - o último episódio de cada temporada, que praticamente em todas as quatro, foi um episódio com mais marasmo, mais um preparativo para o que a próxima temporada vai nos apresentar.

Mas esse é o problema de Game of Thrones, na minha opinião. Não só nos seasons finale, mas como em outros episódios que terminavam um tanto que impactantes, cansei de dizer "agora, a coisa vai começar a ficar boa" enquanto via os episódios da primeira e segunda temporada... mas nunca ficava boa DE FATO. É como eu disse antes... se eu não soubesse que a série ficaria tão boa nas suas temporadas seguintes, acho que teria desistido de vê-la na segunda, ou quem sabe na primeira temporada. 

Outro ponto que me incomoda não só em GoT, mas como em várias outras séries, são os trocentos personagens que ela possui. Há quem diga que são importantes para a trama, mas por termos tantos personagens numa série relativamente pequena - afinal, são apenas 10 episódios por temporada, com 1h de duração cada um -, não dá pra trabalhar bem os personagens todos, ou pelo menos a maioria deles. Tudo bem que a cada episódio, morre pelo menos uns 3 personagens, mas quando você menos espera, aparece mais uns 5. Tá chegando no nível de Avenida Brasil, com 582 personagens.

Mas fora esses fatos que eu citei, eu acho a série muito boa. Fiz realmente certo em continuar a acompanhá-la, tendo fé que ela melhorasse. E de fato, ela melhorou. A quarta temporada, por exemplo, dá pra citar uns 3 ou 4 episódios de cair o queixo. Não quero soltar spoilers aqui - apesar de que meio mundo já deve saber tudo o que acontece em Game of Thrones sem nem assistir o seriado -, mas pra mim, de longe, a quarta temporada foi a melhor que teve. Mais uma vez, vou dizer "Agora, a coisa vai começar a ficar boa!" Mas agora, com mais esperança e mais respaldo, justamente por causa do que foi esses últimos episódios. Duro vai ser esperar até ano que vem para a próxima temporada...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sobre a busca desesperada por ingressos pra Copa...

Já estamos no 12º dia de Copa do mundo... e sinceramente... 


QUANTO JOGO BOM DA PORRA TÁ TENDO ESSA COPA, MEU AMIGO!!

Espanha 1 x 5 Holanda, Inglaterra 1 x 2 Itália, Austrália 2 x 3 Holanda, Uruguai 2 x 1, Alemanha 2 x 2 Gana... ATÉ ARGÉLIA 4 x 2 CORÉIA DO SUL foi bom, bicho!! O nível tá bem alto dessa Copa!! Até agora, os únicos "bicho-papões" que parecem existir são Holanda e França.

Mas queria falar especificamente sobre a oferta de ingressos que observo por aí. Vejo gente nas redes sociais oferecendo ingresso pra Itália x Uruguai por R$ 1.000 ou mais... e gente dizendo que paga até R$ 900 no setor mais barato - que é R$ 60 pelo site da FIFA -, ou seja, 15 vezes mais que o preço original. Gente reclamando que quer ir pro jogo, mas não tem ingresso, e dizendo que é uma "palhaçada" da FIFA disponibilizar o ingresso no seu site NA VÉSPERA DO JOGO, e o mesmo esgotar rapidamente, em menos de 2 minutos... muito mimimi e cacacá. Mas aí, você para pra analisar e relembrar a situação.

- A primeira fase de venda de ingressos começou a mais ou menos um ano, quando não sabíamos nem quem ia jogar em cada cidade-sede;
- Depois do sorteio dos grupos, realizado em dezembro, foram conhecidos os jogos da primeira fase de cada cidade, sendo que aqui em Natal, tivemos México x Camarões, EUA x Gana, Japão e Grécia, e amanhã, 24/06, Itália x Uruguai.
- De lá pra cá, foram pelo menos seis meses no qual você podia tentar comprar seu ingresso. Eu, por exemplo, quando fui comprar os meus para o jogo de amanhã, não tive muito problema. Após esperar numa fila - que era algo completamente normal, uma vez que pessoas do mundo todo tentam comprar tais ingressos - por uns 15 minutos, consegui, sem muita demora e problemas, comprar dois lugares para a partida que, antes mesmo da Copa começar, era a que mais prometia, pois será o jogo entre dois campeões mundiais.

Aí é que vem agora minha indagação... se você tá disposto a pagar os preços que eu citei acima no ingresso do jogo de amanhã, pode-se dizer que você tá "desesperado" pra ver o jogo. E como você tá desesperado pra ver o jogo, POR QUE CARGAS D'ÁGUA NÃO COMPROU O INGRESSO ANTES? Salvo exceções do tipo esquecimento mesmo, conheço gente que não tava interessada em ir pra nenhum dos jogos até descobrir que Itália x Uruguai vai ser, talvez, o jogo mais dramático dessa primeira fase, pois quem ganhar passa para a próxima fase, e quem perder tá fora.

"Mimimi mas nesse jogo vão dar o sangue."

CARA... É UMA COPA DO MUNDO. Qual seleção não daria sangue? Você pode até discordar da capacidade técnica de uma seleção ou outra, mas DUVIDO que uma seleção entre achando que Copa é uma competição "meia-boca", que vá jogar um mundial "por obrigação", ou seja, que não entre "dando sangue" nos jogos. Além disso, Copa do Mundo é uma coisa que talvez você nunca mais possa acompanhar in loco, é um momento único que só tem de 4 em 4 anos, praticamente o planeta todo para pra acompanhar os jogos. Claro que um jogo decisivo tem mais um clima de tensão, mas no meu ponto de vista, todos os jogos tem.

E por fim, é o que eu disse antes: é Itália x Uruguai, cara. São 6 títulos mundiais em campo. São grandes seleções, é o, teoricamente, jogo de melhor nível técnico que terá aqui. Mas não basta ser uma grande seleção pra fazer um jogo bom. Como eu disse... lembrem de Argélia 4 x 2 Coréia do Sul. Quem RAIOS apostaria nesse jogo como um dos grandes jogos da Copa até agora? Quem raios acharia que a COSTA RICA seria líder do chamado "grupo da morte", com 3 campeões mundiais (Itália, Uruguai e Inglaterra)? O que quero dizer é que o último jogo da Arena das Dunas já teria tudo pra ser um ótimo jogo. O ingrediente de ser um "mata-mata" antecipado é apenas um bônus para amanhã.

Vi gente querendo fazer leilão num ingresso de Copa do Mundo, dizendo que tá vendendo mas não divulga o preço publicamente. Pra mim, é gente que espera os candidatos a compradores darem seus preços e fica com o que der mais, o que pelo que vejo, não sai por menos de R$ 800, R$ 900. Acho absurdo fazerem isso, e mais absurdo ainda quem compra por ele. Mas cada um, cada um. Eu comprei o ingresso faz uns 4 meses. Ou seja, é algo que eu queria ver DESDE O COMEÇO. Graças a Deus, não estou desesperado por dinheiro, não estou necessitando urgentemente de uma quantia assim. Vou ao jogo, vibrar com os lances e sentir um clima diferente de quando vou pra os jogos do meu ABC. Quero poder ter uma história para contar pros meus netos, poder dizer "netos... um dia, eu assisti um jogo de Copa do Mundo direto do estádio, in loco."

Resumindo... sabe o que eu acho da galera que tá querendo ingresso agora de véspera para o jogo?

Eu acho é pouco.