sexta-feira, 30 de maio de 2014

O que eu achei de: GODZILLA

Vi o filme no domingo, dia 25/05. Tou escrevendo esse post dia 28/05 e publicando-o dia 30/05. E ainda estou perplexo de como o filme é tão FODA!




Meu conceito é:

Pra quem não conhece, Godzilla é um monstro japonês criado a partir de uma explosão nuclear no Japão. Foi uma clara alusão às bombas de Hiroshima e Nagasaki, lançadas lá durante a Segunda Guerra Mundial, criando assim um monstro gigante, que é uma mistura de dinossauros variados – parece uma mistura de Tiranossauro Rex com Estegossauro - e ainda solta um raio atômico pela boca. Só os japoneses mesmo para criar algo tão legal! 

Godzilla no seu primeiro longa, de 1954 (sim, é um sessentão)
De lá pra cá, o visual dele mudou um pouco, como podem ver nesse vídeo:


Notaram um som de disco arranhado no Godzilla de 1998? Sim, pois é... vou abrir um parenteses aqui pra falar sobre isso: aquilo ali NÃO É O GODZILLA! A TriStar Pictures vendeu o filme como sendo do Godzilla, mas não é! Vamos aos fatos:

- Aquilo é uma iguana gigante, criada oriunda de um teste nuclear na Polinésia Francesa;
- Ele não tem o raio atômico;
- E por fim... ele MORRE NO FIM! Godzilla é “inmorrível!” O nome "GODzilla" faz referência justamente a isso, ele é quase um Deus!

Isso NÃO É o Godzilla!!
Você pode até achar o filme bom, ter gostado da história, dos atores, enfim... mas ponha na cabeça que aquile monstro não é o Godzilla. A Toho, empresa japonesa que produziu a primeira aparição do "Rei Dos Monstros", ODIOU O FILME! Ele foi tão zoado, mas TÃO ZOADO, que a produtora oriental o chamou apenas de ZILLA, justamente para diferenciar um do outro! Sem contar que ele também foi zoado em desenhos, quadrinhos e filmes posteriores. 



Foi tipo um: "EI... NÃO SE MISTURA NÃO QUE EU NÃO SOU TUAS NEGA!"

Pra não dizer que só estou falando mal dele, eis o único legado que eu gostei do filme de 1998:



Bem, mas vamos fechar os parenteses e voltar ao foco do post, que é o filme de 2014. Ouvi muita gente comentando que o filme não é tão bom quanto parece ser. Livrando-se de todos os comentários negativos que tinha ouvido dele, fui vê-lo domingo a tarde sozinho, pois minha digníssima estava ocupada com coisas da faculdade. Poucas pessoas na sala - 6 ou 7, para ser um pouco mais preciso - era sinônimo de calmaria durante o filme e concentração quase que total. E que filme... QUE FILME, meus amigos. A narrativa toda encaixadinha, personagens que não "tomam para si" todos os holofotes do filme, nem mesmo Bryan Cranston, o sr. White de Breaking MOTHAFUCKIN Bad pode ser considerado o astro desse longa. O astro, de fato, é o Godzilla. 
Não quero soltar spoilers do filme, mas pelo trailer deu pra perceber que há um outro monstro lá. E é isso que torna Godzilla mais atrativo, pois remete à história de Godzilla. O Rei dos Monstros não é apenas um monstro que sai por aí quebrando geral e destruindo cidades sem um motivo aparente. O que eu acho o legal de Godzilla é que ele nos deixa em dúvida do que ele realmente é, se é um vilão ou um herói. Ele combate outros monstros e tem seus aliados e iminigos, como por exemplo:

Mothra
Ronda
Anguirus
E as cenas de luta nesse filme são FODAS! Muito bem feitas, algumas meio que "apenas de relance", mostrando apenas a cidade aos cacos depois, dando a você a ideia do quão dura foi a batalha.  

O fato dele demorar a aparecer não me chateou no longa, justamente por toda essa "preparação" que o filme faz. No momento que ele aparece, todos os holofotes são voltados para ele, e os humanos são meio que meros coadjuvantes. E apesar da imprensa japonesa dizer que ele está gordo, isso pouco importa. A pele, os movimentos, o rugido, o raio e a preparação para soltá-lo... tudo ficou beirando a perfeição. E o final também foi muito bom no meu ver, direto, sem ladainhas... mostra bem o que o filme quis dizer.

Se você quer ver um bom reboot de um ícone do cinema, com muita ação, destruição em massa e tensão, assista Godzilla. Livre-se da imagem daquela iguana gigante de 1998 e vá ao cinema pra ver o real Rei dos Monstros.

UPDATE DE ÚLTIMA HORA - 05/06/2014

Vale a pena dar uma sacada no Nerdologia sobre a biologia do Godzilla! E depois, dar uma sacada no canal todo, que é muito legal!!


terça-feira, 27 de maio de 2014

O que eu achei de: COMMUNITY

Tava pensando em novas ideias para o blog, daí pensei em tecer comentários sobre os filmes que assisti ultimamente, coisa que fazia em um antigo grupo o qual eu participava. Porém, não apenas com filmes, pretendo fazer com séries também, outra das minhas paixões. Então, vamos lá!

Ah... desculpem o logo tosco... foi o que consegui inventar! =P
Pra começar, vou falar de uma série que, sinceramente, não me empolgou tanto no começo; mas quando comecei a reparar melhor nela, virei fã de fato:



Meu conceito é:

Community conta a história do advogado Jeff Winger (vivido pelo ótimo Joel McHale, do The Soup), que teve seu diploma invalidado pela Ordem dos Advogados, e por isso teve que voltar para uma universidade comunitária, (tipo uma universidade para losers nos EUA) para tentar reavê-lo. Escolheu Greendale, e lá entrou num grupo de estudo de espanhol, com o único propósito de pegar Britta (Gillian Jacobs). Além dela, faziam parte do grupo Abed (Danny Pudi), Annie (Alison Brie), Shirley (Yvette Nicole Brown), Troy (Donald Glover) e Pierce (Chevy Chase - sim, AQUELE Chevy Chase que todo ano tinha férias frustradas...). Após algum tempo, o foco sobre a vontade de Jeff de ficar com Britta foi posto de lado, passando assim a outras tramas poderem ser desenvolvidas durante a história. Além dos 7 estudantes, temos também o ótimo reitor Pelton (interpretado por Jim Rash) e Chang (Ken Jeong).

Mas não pensem que Community, por se passar em uma universidade, é uma série dessas que são focadas em relacionamentos, decepções, intrigas ou outras coisas dessas séries, digamos, mais voltadas para o público adolescente. Ela tem algo que poucas séries tem hoje em dia, e foi isso que me fez virar fã dela: referências da cultura pop/nerd atual.

Pra se ter uma ideia, no primeiro episódio, Abed faz uma citação de Clube dos Cinco, um dos filmes ícones da geração oitentista:




Durante a série, outros ícones da cultura pop/nerd foram homenageados pela série, com episódios temáticos, modificando até a sua abertura, adaptando-a de acordo com o/a homenageado/a. Exemplos:

Star Wars

Law & Order

Dungeons & Dragons

Faroeste


Entre outros episódios temáticos, como Jogos Vorazes, Resident Evil, Glee, Muppets, Videogames de 8 bits, Beetlejuice (que é muito sutil, dura quase três temporadas e você tem que estar bem atento para perceber, mas é a mais bem bolada de todas) entre outras. Isso rende alguns episódios bem épicos para a série, que você pode conferir alguns deles nessa lista aqui!

Infelizmente, a série teve vários problemas durante sua vida. Primeiro a NBC decidiu retirar o criador-produtor Dan Harmon, a mente brilhante por trás de Community, da produção após o fim da terceira temporada, e em seguida foi Chevy Chase que abandonou a barca durante a quarta temporada pro problemas salariais. Para a quinta, Dan Harmon voltou, entretanto Donald Glover decidiu abandoná-la para se dedicar ao seu projeto de cantor. Pra completar a crise e a burrada da NBC de vez, foi anunciado nesse mês que o seriado teria sido cancelado, mas que pelo menos a Sony estaria procurando um "novo lar" para ela. Quem sabe a Netflix, que já reviveu Arrested Development - uma das boas séries de comédia que eu já vi - não "adota" Jeff, Annie, Britta e cia. para a #sixseasonsandamovie, citada por Abed como mais uma referência, não sai?

Enfim, apesar da baixa audiência, Community é a série mais nerd que eu conheço. E me desculpem os fãs de The Big Bang Theory, mas SIM, Community é mais nerd que TBBT, e inclusive tem um elenco bem melhor e mais diversificado, na minha opinião. Apesar da série de Chuck Lorre ter uma maior audiência visibilidade na mídia, ela explora um já caricato e antigo esteriótipo nerd, escrachando-o para o público; não é apenas mostrarem fãs de Star Trek ou PhD's em Física que falam sobre seu trabalho que é o suficiente para considerar uma série como sendo nerd. São nerds vivendo num ambiente normal, convivendo com coisas cotidianas, mostrando mais ou menos a sua forma de enfrentar as coisas. Já em Community, são pessoas comuns - um ex-advogado, uma religiosa, uma ex-viciada que sofria nos tempos de escola, um popular ex-atleta de escola, uma militante política (ou quase isso), um estudante muçulmano e um velho magnata - vivendo em um ambiente que a cada episódio, dá ao espectador uma referência de algo nerd. Não é preciso estampar a expressão "REFERÊNCIA NERD" a cada cena, explicando-a detalhadamente como a turma de Sheldon faz; ela instiga o espectador para que vá atrás daquela referência. Big Bang mostra nerdices, Community RESPIRA nerdices. Quer exemplo melhor do que os episódios sobre Dungeons & Dragons? Em TBBT, um dos episódios mostra os personagens jogando D&D. Já em Community, o episódio É o jogo: a abertura, as tomadas de câmera, a trilha sonora... tudo muito bem casado, num dos melhores episódios da série.

Talvez seja por isso que Community teve uma audiência baixa: não é uma série para "qualquer um". Além de não ter aquelas "risadas enlatadas" que algumas sitcoms tem, quem tá passando de canal em canal, para em Community e começa a assisti-la,  pode achar um tanto sem graça os episódios, justamente por não entender muito do que é mostrado ali. Ela compromete sua audiência por causa dessas referências intrínsecas, não  durante os pouco mais de 20 minutos que é exibida, explicando assim seu cancelamento. Mas quem gosta da série apenas não "gosta", é quase um culto à cada episódio, admirando cada referência que faz. Torço muito pra que Community volte a ser produzida, seja lá onde for. E quem sabe o filme também, para coroar como uma ótima série. Ora, se Sex And The City conseguiu... por que não Community?

UPDATE DE ÚLTIMA HORA - 29/05/2014!!

Parece que as preces dos fãs foram ouvidas: o Hulu (provedor de conteúdo online, estilo Netflix) está negociando com a Sony para produzir a tão aguardada sexta temporada de Community!! De acordo com a matéria, a Sony está de acordo, só esperando carta branca de Dan Harmon para tal!! Agora é só esperar e torcer!! 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sobre preconceito (de novo)...

Bem, é o terceiro post sobre preconceito que faço, e talvez o que mais me chamou a atenção pelo "preconceito enrustido" do povo aqui de Natal. Desde quinta-feira a noite rola nas redes sociais o vídeo que Fábio Porchat fala que Natal só tem mulher feia. Com isso, surgiu uma nova onda de "odiadores de Fábio Porchat", falando mal, dizendo que nunca foi bom, xingando-o e pedindo para boicotarmos seu show, dia 22 próximo agora.

Gente, cá pra nós... APOSTO que se ele usasse qualquer outra cidade, a maior parte do povo estaria rindo e não teria esse rebuliço todo. Se quando mexem com os outros você acha graça, por que ficar puto quando mexem com você? Você pode até não gostar desse estilo de humor que faz chacota com alguns rótulos da sociedade; mas se você ri de piadas assim e não riu dessa de Fábio, isso é preconceito SIM, apresentado meio que "às avessas": sem ofensas, e sim com risos. Ou vai dizer que você nunca riu ou esboçou uma risada quando dizem que:

=> Mossoroense é matuto e/ou burro.
=> Português é burro;
=> Gaúcho é gay;
=> Baiano é preguiçoso;
=> Cearense tem a "cabeça-chata";
=> Carioca é malandro;
=> O Acre não existe;
=> Manaura vive no meio do mato; 
=> Fora piadas com mulher, bêbado, padre, criança, idoso... entre outros.


Pra completar, vem um certo BloG dizer por aí que não é hipócrita de dizer que nunca riu com Zé Lezim, Espanta Jesus e outros que fazem piadas com as conotações supracitadas; mas diferentemente de Porchat, eles usam o humor contado em cima de “causos”, “estorias” e “lendas”. Sinceramente, para um blog que se diz o "mais acessado do RN", achar que Fábio Porchat não usa "causos", "lendas" em suas esquetes é coisa de criança, de quem não sabe o que tá falando. Era melhor ter ficado no "hipócrita" do que ser taxado de um " falso ingênuo", pois é o que parece, ao demonstrar que quer "tirar o seu da reta". Assim como Zé Lezim e Espanta, Porchat e vários outros comediantes de Stand Up também escrevem roteiro, criam "estórias", "causos" e "lendas". Nenhum deles, no meio do show, pensa: "Huuum... Deixa eu ver um assunto pra falar agora... Ah, já sei! Vou falar sobre a feiúra do povo potiguar!" Todos tem seu script e seu roteiro a seguir, sempre com uma piada puxando a outra, por meio de um "causo" contado. 

A grande piada de toda história é levar a sério uma mera piada, enquanto muita coisa que deveria ser levada a sério não é. Gente, humor é pra ser tratado como humor. Já tem coisa demais na vida com as quais devemos nos preocupar. Vamos rir mais, não vamos levar a vida tão a sério quando não se precisa. Vá a um espelho, olhe-se, respire fundo e diga, em voz alta: "É... realmente, o Fábio tem razão."

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Uma Banana Para o Preconceito

Quando eu escrevi meu post sobre preconceito, minha ideia inicial era escrever sobre esse problema especificamente no âmbito do futebol, visto as decorrentes ofensas feitas por torcedores a jogadores como Tinga, Dida (goleiro do América-RN), um juiz no RS, entre outros. De lá para cá, alguns outros casos apareceram, como o de Reinaldo, ex-jogador do Flamengo e do São Paulo, agora no Luverdense-MT. 

Mas nenhum que chamasse tanta atenção como o de ontem, de Daniel Alves.


Pra quem estava fora do planeta nas últimas 12h, por aí não entendeu o que aconteceu, no jogo Villarreal x Barcelona, pelo campeonato espanhol, a torcida do time da casa jogou uma banana para Daniel Alves, obviamente insinuando que ele seria um "macaco", quando o jogo estava 2x1. Para a surpresa geral, ele simplesmente pegou a banana do chão e a comeu. O fato irônico é que depois disso ocorrer, o Barcelona virou o jogo, ganhando assim por 3x2. Alguns dizem que foi a banana que deu-lhe forças para ajudar o clube catalão a virar o jogo. 

Mas o resultado, a vitória maior, foi que finalmente, alguém fez o que não só eu, como também outras pessoas sugeriram: ignorar o fato e tratá-lo com desprezo. Racistas querem ibope, apenas isso, e quanto mais levantarmos a bola do racismo, mais em pauta esse problema será inserido na nossa sociedade. Ignorantes devem ser ignorados para caírem no esquecimento. 

Temos que ser superiores à isso, não nos importarmos com as ofensas e seguir nossa vida como se nada tivesse acontecido. É que nem quando éramos crianças, que nos chamávamos por algum apelido. O apelido só "pega" de fato se você se importar, caso contrário, ele é deixado pra lá ou só é usado por uns dois ou três imbecis. Enquanto as vítimas de preconceito se sentirem inferiores com gestos racistas, gestos como esse e tantos outros que presenciamos sempre existirão, infelizmente repetidos por bem mais de dois ou três imbecis. Sejamos superiores às barreiras e percalços que a vida nos dá.

Parabéns, Dani Alves. Seu gesto foi perfeito. Só falta aprender a jogar melhor.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Fim de Duas Eras

Em dois dias, dois dos meus entretenimentos preferidos deram adeus. Domingo foi transmitido o último episódio de Saint Seiya Ômega, um spin-off da saga Clássica dos Cavaleiros do Zodíaco - com Seiya, Saori e cia. - e no dia seguinte, o último episódio de How I met Your Mother, um sitcom da CBS, que durou nove temporadas.

ATENÇÃO: SE VOCÊ ASSISTE UM DOS DOIS PROGRAMAS, AVISO LOGO QUE O TEXTO CONTÉM SPOILERS. 

Não é BEM esse tipo de spoilers... mas enfim...



Acho que agora, já deu tempo de quem não querer ler sair do blog, né? Pois bem, vamos lá.

Primeiro, vou falar de Ômega. O anime foi MUUUITO criticado pelo público aqui do Brasil, inclusive dentro de grupos do facebook destinados para o anime. Durante os quase dois anos de exibição sempre foi comparado aos outros animes da saga (a saga clássica e a The Lost Canvas). Amado por uns, odiado por outros, foi chamado de "Sailor Moon", de "As Guerreiras Mágicas de Rayearth" (né, Pedro Gil?)... enfim, dividiu opiniões e foi polêmico por fazer isso. Mas como o blog é meu, vou dar a minha humilde opinião.



O anime não foi uma maravilha não, mas eu gostei muito dele. Tudo bem que a primeira parte da primeira temporada (digamos que a Saga de Palaestra) teve suas mudanças, que não agradaram muito, principalmente a troca das urnas pelas cloth stones (pequenos cristais usados como colares, anéis, pulseiras e brincos) para guardar as armaduras e o advento dos elementos - água, terra, fogo, vento, trovão, luz e trevas -, o qual cada cavaleiro tinha o seu. Para mim, não foram dois pontos que me desagradaram, pois os elementos, querendo ou não, já estavam meio que inseridos no universo CDZ não explicitamente: basta atentar para Shiryu usando a água no seu "Cólera do Dragão", Ikki com o fogo no seu "Avê Fênix" e Shun com o vento no seu "Tempestade Nebulosa". Tudo bem que não era algo que podia se dizer que ele controlava DE FATO tal elemento, mas digamos que em SSO isso possa ter sido tratado como um "desenvolvimento" de cada Cavaleiro durante os 13 anos que se passaram entre uma saga e outra, assim como as cloth stones; basta você abrir um pouco a sua mente para o novo. Mesmo assim, tais "novidades" foram descartadas já na segunda parte da primeira temporada, a saga das doze casas, e reforçadas na primeira parte da segunda, a saga dos Pallasites.

Fora isso, tivemos outras polêmicas feitas por fãs mais xiitas do anime. Concordo em algumas coisas, como que muitas vezes perdia-se o foco sobre quem seria o protagonista da saga e alguns episódios de pura enrolação, mas reitero que gostei muito da saga. Tivemos personagens que souberam aparecer na hora que deveriam (vide os Cavaleiros de Ouro, quando a briga começou a ficar feia MESMO), o desenvolvimento das armaduras, dos poderes (o surgimento do tão falado Ômega, que se deu de uma forma gradual), o advindo dos cavaleiros chamados de "lendários" (Shiryu, Hyoga, Shun e mais tarde, Ikki), unindo-se a Athena ao combate, as mortes que emocionaram (Aria e Genbu, dentre outras)... tudo muito bom. O final, como era de se esperar, não agradaria a todos. Mas mesmo assim, a série foi um sucesso no Japão e creio que aqui também tenha sido, pois até mesmo os haters de plantão acompanhavam o anime, sabendo que ele não era a continuação oficial de CDZ, que não tinha o dedo de Kurumada na produção do anime, acompanharam praticamente todos os episódios, mesmo que apenas para falar mal de uma cena, um personagem ou o que quer que fosse. Para mim, isso é fazer sucesso: atrair a atenção de todos, os que gostam e os que não gostam.

Agora, vamos para How I Met Your Mother.



Como disse antes, no dia seguinte ao fim de Saint Seiya Omega, foi o fim de How I Met Your Mother. Durante 9 temporadas, mais de 200 capítulos, a trama centrada em Ted, Marshall, Lilly, Robin e Barney chegou ao seu final, também dividindo opiniões. Muitos falaram que o final foi um lixo, mas outros tantos - assim como eu - disseram que o final deveria ser exatamente do jeito como ocorreu. 


Até o S09E22, tudo caminhava para uma vida longa e feliz de Barney e Robin, que foram trabalhados quase que toda a oitava temporada como sendo o casal que um combinava-se muito bem com o outro, e Ted com a mother - que mais tarde descobriríamos se chamar Tracy -, vivendo felizes com seus dois filhos. Na nona temporada, foram 22 episódios que tinham uma boa quantidade de carga dramática, me levando às lágrimas em boa parte deles. Tudo levava a crer que o S09E23 seria totalmente centrado em Ted e sua futura esposa, principalmente no primeiro diálogo entre eles. Mas aí é que entra a reviravolta da história: apesar de não ter toda a carga dramática que vinha tendo, o que se viu no final foi Barney e Robin se divorciando três anos depois do casamento, por causa principalmente do trabalho dela,  ao mesmo tempo que ela finalmente sentia a ficha cair de que, de fato, o cara da sua vida era Ted, aquele que sempre esteve lá por ela, e agora ela o via casando e não poderia fazer nada para impedir; e um Ted que demonstra ser feliz e amar muito Tracy em cada momento da sua vida de casado, como foi demonstrado nas cenas que sucederam após seu casamento - com um destaque brilhante para o primeiro diálogo "cronológico" entre o casal, embaixo de um dos ícones da série, o guarda-chuva amarelo, com direito a frases repetidas e várias coincidências.

Daí, o que se sucedeu foi fácil de prever: apesar de se chamar How I Met Your Mother, o propósito trazido por esse nome se pareceu mais com uma "trama paralela"; o foco principal da série, desde o primeiro capítulo até os últimos foi sobre o amor de Ted por Robin. Percebemos isso em várias ocasiões, praticamente todos os seus relacionamentos durante a série tiveram o fator "Robin" como um peso determinístico para os seus respectivos fins, além de mostrar bem como ele sentia-se meio que incomodado com os relacionamentos dela, especialmente com seu "bro" Barney. HIMYM poderia muito bem se chamar "How I Met Your Aunt Robin". No fim, Ted demonstrou seu amor por Robin, aquela por quem realmente sua vida girava em torno e hesitou muitas coisas por causa da felicidade dela; e com o aval de seus filhos, foi atrás dela com outro ícone da série: a trompa azul. Aquela cena, sem que fosse necessário se dizer uma palavra sequer, resumiu o verdadeiro foco de HIMYM: a série nunca foi sobre o guarda-chuva amarelo; e sim sobre a trompa azul.

Além do desenrolar de Ted e Robin no final, é importante salientar o sonho de Marshall alcançado - ser um juiz. O casal "Marshmallow & Lillypad" foi a constante durante esses nove anos de série, sempre se apoiando, passando apenas alguns poucos episódios separados. E o desfecho de Barney foi perfeito, no meu ver. Um cara que passou praticamente 8 anos caçando mulheres afora, dos mais diversos modos, não mudaria seu jeito de ser por uma mulher qualquer. Em suas palavras:

"Sei que houve um tempo que parecia que eu ia relaxar.
Mas se não aconteceu com a Robin, não vai acontecer com mais ninguém.
[...] Eu sou o cara que arruma a gravata, diz algo sujo,
comemora consigo mesmo e vai falar com aquela garota ali.
Esse sou eu. Será que eu posso, por favor, ser eu?"
(STINSON, Barney)

E quando você espera Barney ser fadado à vida a qual levou durante toda a série, demonstrando até um pouco de tristeza por terminar assim, eis que surge Ellie, sua recém-nascida filha, fruto de mais uma de suas peripécias sexuais. E foi assim, de um modo incrivelmente construído, com um texto incrivelmente emocionante falado por Neil-Patrick Harris - me fazendo chorar -, que ele realiza seu sonho de ser pai - coisa que Robin não podia o proporcionar -, e enfim, relaxa por causa de uma mulher.

Tudo isso... todo esse final e seus acontecimentos foram pensados desde o início do seriado. A cena de Ted conversando com os filhos, a menos de 10 minutos da series finale, foi gravada no segundo ano de produção da série, para aproveitar os jovens sem alterações físicas, demostrando que o que foram 9 anos para nós, foi um mero bate-papo para o pai e seus filhos. Tudo que ocorreu no seriado, cada ação, cada fato novo, cada desfecho de micro-histórias... tudo já estava na cabeça dos idealizadores da série, Carter Bays e Craig Thomas. Tudo muito bem encaixado, planejado. Nenhuma cena ou detalhe está ali "por estar": tudo tem um propósito no fim. Além disso, os episódios memoráveis, como quando descobriram que Robin era uma cantora teen de sucesso no Canadá, o que Ted e Marshall ficam nóiados em estádio ou o que eles iriam assistir o Superbowl apenas no dia seguinte, gravado, e não poderiam ler ou ouvir nenhum spoiler do jogo; e os "ícones" da série que o deixavam vidrado em cada episódio: o abacaxi, a cabra, o playbook e os slaps (todo mundo que assistia HIMYM ficava na ansiedade de descobrir quando seria o próximo slap).

Independentemente se você gostou ou não do episódio final, analise a série COMO UM TODO. E fazendo isso, você entenderá que, como disse o pessoal do InSUBs, que legendou o episódio:

"O que realmente importa na vida não é o destino,
e sim a jornada. E não podemos negar
que a jornada deles foi len... 
Bom, vocês já sabem o resto."

Sim, ela foi LEGENDARY! É isso que faz com que How I Met Your Mother, no meu ver, ser uma das melhores séries de comédia já produzidas. Melhor até do que Friends. Mas esse embate eu deixo para um outro post...

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Dia da Saudade

"Hoje é feriado, é o dia da saudade... "
(Raul Seixas)

Mais uma vez, Raul Seixas sempre acertando. Entretanto, Raulzito só errou a data, ao meu ponto de vista: o que originalmente se comemora dia 30 de Janeiro, para mim é comemorado hoje, dia 28 de Março.

Há 15 anos, morria um cara com quem convivi por "apenas" 14 anos. Mas esses 14 anos contaram muito, contam mais que muito gente que conheço a quase 30. Me ensinou muitas coisas, mesmo quando eu ainda era criança, onde não tinha muito discernimento das coisas. Não precisava dizer "meu filho, vou te ensinar uma coisa..." para que eu prestasse atenção nele, gravando mentalmente cada detalhe de alguma cena marcante ou de alguma história que ele contava. Um cara em quem me espelho, tento ao máximo imitar seus gestos, atitudes e até piadas (sim, todos dizem que ele era um cara hilário). Sempre foi um pai presente, amigo e companheiro. 


Já falei várias vezes dele aqui nesse blog, e não me cansarei de falar tantas outras. Não sei se a cada vez, a saudade aumenta ou diminui, mas sei que nunca ela vai deixar de existir. Minha vida seria totalmente outra se ele estivesse aqui; talvez para melhor, pois ele nunca deixou faltar nada em casa, e não seria hoje, caso estivesse vivo e saudável, que deixaria faltar algo.

Ainda hoje me lembro daquele domingo de manhã, por volta de 5h, na casa do meu tio: eu saindo do quarto e encontrando minha mãe na sala, aos prantos. Nenhuma palavra precisou ser trocada naquela hora, só minha visão do momento já tinha me explicado o que havia ocorrido: eu, com 14 anos recém-completados, virava órfão de pai. Não pude me despedir dele em vida com tudo o que realmente queria dizer, pois sempre me despedia com um "tchau" quando eu saía do hospital, com a esperança de que na próxima vez que eu o visitasse, ele estivesse lá. Talvez na inocência da minha infância, talvez pela esperança que ele melhorasse - mesmo já sabendo que ele praticamente tinha os "dias contados". Mas se eu pudesse voltar ao passado, diria pra ele, mesmo se ele não entendesse por estar já vitimado pela doença, tudo o que ele significou para mim no nosso pouco tempo de convivência e o como ele foi, é e sempre será importante pra mim.

Obrigado, pai. Por todos os momentos ao seu lado, seja fisicamente ou espiritualmente. Te amo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Preconceito

Não é de hoje que preconceito está presente no nosso dia-a-dia. Toda semana, novos casos aparecem, sejam no esporte, em redes sociais, no cotidiano, em novelas (meio que "disfarçadamente" colocado nelas) etc.

Mas o que pode realmente ser considerado preconceito? 


Atire a primeira pedra quem nunca foi preconceituoso com alguma pessoa ou coisa só pela aparência, alguma ideologia diferente da sua ou simplesmente porque você "não foi com a cara" quando a conheceu. Todos nós temos um pouco de preconceito dentro de nós, até mesmo os negros, que geralmente são as maiores vítimas disto. Quem nunca reclamou de alguém que gosta de uma música, um filme ou alguma comida antes mesmo de experimentá-la? Cada um de nós já soltamos um "mas como é que você gosta disso?" em alguma oportunidade, certeza. 

Na minha HUMILDE OPINIÃO, muito do preconceito está na cabeça de cada um. Fazer piada com sulista pode, mas com nordestino não? Chamar um japonês de "pinto pequeno" pode, mas chamar um negro de "zulu" não pode? Chamar loira de burra tá ok, mas chamar morena de burra não? Piada de feminismo pode, mas piada de machismo não? Quem definiu isso? A história? Foi a história que decidiu que apenas pessoas daquela raça/cor/credo/status podem se dizer vítimas de preconceito? AH, VÁ!


O mundo hoje está mudado. As pessoas devem se libertar de certos paradigmas e relevar muita coisa que se ouve hoje em dia. Você ri de uma piada de um humorista sobre um japonês, por exemplo, mas não ri de uma piada sobre um negro vinda desse mesmo humorista, quando na verdade ele quer a mesma finalidade: divertir seu público, simples. Você acha engraçado quando associam Lula à bebida, Ronaldo à gordura, Tiririca à falta de alfabetização ou outra característica comumente utilizada no humor? Se ponha no lugar deles. É fácil rir quando você está fora, mas difícil quando está dentro. Por isso mesmo, acho que todos deviam levar a vida mais no divertimento. Já existem tantas coisas por aí que abalam nosso juízo, problemas reais... por que não se desligar um pouco e rir de si mesmo? Ria de piadas com Lula, com Ronaldo, com Tiririca... mas ria de piadas com você também. Abra sua mente (gay também é gente... baiano fala 'oxente'...) para o humor e para a vida.

Não estou querendo isentar as pessoas preconceituosas; dependendo da ofensa elas devem ser punidas SIM. Mas quem pode julgar o que é preconceito e o que não é? A justiça? O povo? Quem sofreu o preconceito? Isso é uma questão que vai mais além na discussão, pois envolve o local, o momento, o teor e os envolvidos no ato até então dito preconceituoso. Mas, guardadas as devidas proporções e medidas, o melhor a se fazer é ignorar o caso. Racistas querem ibope, querem aparecer. Quanto mais público tiverem, mais irão aparecer. É como o @MussumAlive twittou hoje pela manhã:



Só quem perde com o preconceito, partindo de onde for e atingindo quem for, é a humanidade, que em pleno século XXI, as vezes se comporta como se estivéssemos na Idade da Pedra, regredindo ao invés de progredir. Livre-se o máximo possível de todos preconceitos... inclusive daqueles que são internos.